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Por Ivan de Oliveira.Philadelphia, February 2014.
Marly Ferreira é a mulher negra que eu tanto tenho sonhado. Como homem negro desejo que todas as mulheres negras brasileiras se inspirem em Marly, que encarnou sua própria experiência de vida numa historia que tem como protagonista uma mãe solteira que soube liderar a educação dos seus filhos aponto de transcender, dando vida a uma eximia escritora. Parabéns Marly, você simboliza o que eu tanto sonho para todas as mulheres negras brasileiras: Respeito, direitos, intelectualidade e participação nas decisões do nosso país. Não conheço Marly pessoalmente, e a sinopses do seu mais recente livro chegou as minhas mãos enviado por ela. Obrigado irmã! Estou ansioso para conhecê-la pessoalmente e o farei tão logo eu pise na “minha terra brasileira”
Recordar, trazendo de volta ao coração conta a história de duas mulheres que lutam pela sobrevivência de forma diferente. O livro conta com a beleza de uma trama que se desenrola, na maior parte, da cidade de Volta Redonda, referência de industrialização e modernidade do Brasil na metade do Século XX. Narra, primeiramente, a história de uma família liderada por uma mulher forte e guerreira, que soube dar o exemplo para seus filhos a se portarem na vida também como fortes e guerreiros, como a trajetória de Marly Ferreira, repleta de desafios, milagres e vitórias. Em Recordar, trazendo de volta ao coração, aplica-se a máxima: “Minha vida dá um romance”.
O livro aborda vários temas de grande relevância, dentre elas a questão do aborto, a amizade, e os sentimentos de um modo geral. Contudo, a abordagem principal é o amor de Marly por sua mãe. Uma mulher do interior, que deu sua vida para criar seis filhos, mesmo sem seu marido ao lado. Para Marly, a mãe foi uma heroína, uma mulher guerreira, aquela que a socorria em seus momentos de insegurança e medo. O livro de Marly Ferreira chega às livrarias num momento de turbulência social que sem duvidas contribuirá como referencia para reflexão da situação social do nosso país. Mais uma vez parabéns Marly.

Oswaldo Faustino
Assisti comovido ao vídeo Navio Negreiro de Marlyfe. Muito interessante e triste seu poema, amiga, a lembrar dessa tragédia da humanidade: o genocídio dos nossos ancestrais... assim como fazem os judeus, ao relembrarem sempre o holocausto, os japoneses que jamais esquecerão Nagazaki e Hiroshima, não deixemos jamais essa memória se apagar. Oswaldo Faustino
É grande a alegria que tenho de poder apresentar o livro, o “primeiro filhinho” literário da Marly, fruto de um grande espírito de observação, de encantamento e aprendizagens da vida. Conheci Marly Ferreira nos tempos áureos de um centro de Teologia e Espiritualidade para leigos, vinculado à PUC-Rio, no final da década de 90.
Marly sempre foi muito aplicada, estudiosa e séria. Gosta das coisas bonitas e que tenham vínculo com a vida, com a realidade e espiritualidade. Não é muito comum que as pessoas tenham esse gosto e percepção pelos dois lados da mesma “moeda” que é a vida nas suas expressões concretas e a vida na sua dimensão transcendental.
Transformar as percepções em texto literário é um outro grande desafio, que muitas pessoas não conseguem fazer, mas com muita propriedade e estilo, Marly conseguiu nesse seu primeiro ensaio. A forma de elaboração dos textos é muito sutil e envolve o leitor no desenvolvimento e evolução do enredo, o que confere beleza e graça ao conjunto todo.
Em forma de contos, Marly compôs o seu trabalho de modo muito pessoal, intuitivo e estilístico. Aparentemente, poderiam ser situações corriqueiras da vida, mas é partindo de um destaque especial da vida, como a periferia, alegria de viver, direito de nascer e virtude da natureza que a autora conduz o leitor a pensar, raciocinar e tomar posição diante daquilo que muitas vezes nos anestesia e torna indiferentes.
Ao ler esses contos, o leitor é provocado a não passar pela realidade da vida sem contemplar, sem perceber e sem se responsabilizar. O universo está em nossas mãos e dentro dele está o sagrado que é nossa vida e a dos nossos irmãos. Somos todos responsáveis, somos todos cúmplices e também senhores.
Poderíamos ser todos mais felizes se entendêssemos que somos todos filhos de um mesmo Pai celeste e de uma mãe natureza. O amor nos permitiria regenerar a vida num utópico paraíso terrestre onde o direito de nascer e a alegria de viver palpitassem em cada coração.
Outubro de 2013, festa todas as crianças, alegria do universo.
Prof. Dr. Frei Isidoro Mazzarolo






